Armazenando suas peças

 

 

A s moedas ficam bem armazenadas num quarto de temperatura e humidade médias, mas é aconselhável colocar pequenas saquetas de cristais de sílica nos armários ou nas caixas para combater a humidade atmosférica. Estes cristais são higroscópios e absorvem a água da atmosfera, mudando, no decurso do processo, da cor azul para o cor-de-rosa. Os cristais de gel de sílica podem ser rapidamente reciclados por meio da secagem no forno.

O método ideal, embora sem dúvida o mais dispendioso, é o armário para moedas, constituído em castanheiro ou mogno seco ao ar livre, (nunca em carvalho, cedro ou qualquer outro tipo de madeira que seja muito resinosa e que possa provocar escurecimento por reacção química). Esses armários têm filas de gavetas baixas contendo separadores para colocar tabuleiros de veludo com tampas de acrílico , com cavidades de diferentes tamanhos e com formatos redondos para as capsulas acrílicas ou para os alvéolos de cartão para conterem os diferentes tipos de moedas. São peças elegantes de mobiliário mas, sendo quase totalmente feitas à mão, têm tendência para ser muito dispendiosas. Um compromisso excelente é o uso de tabuleiros isolados fornecido por firmas tais como a Lindner, da Alemanha, e a Abafil, da Itália . Estes tabuleiros apresentam um sistema de encaixe que permitem que se faça um armário do tamanho que se pretende.

Outra das opções e das mais acessíveis é a dos álbuns para moedas mas estes quando não são seleccionados correctamente também são prejudiciais para a sua colecção .

· Os inconvenientes dos álbuns para moedas

Quando, na década de 60, coleccionar moedas se tornou um passatempo popular, várias firmas lançaram no mercado diversos tipos de álbuns para moedas. Apresentavam envelopes de plástico transparente divididos em compartimentos de vários tamanhos e tinham o mérito de serem baratos e de ocuparem pouco espaço, tornando possível que diversos álbuns pudessem ser armazenados numa prateleira, uns em cima dos outros,. Tinham, no entanto, vários inconvenientes, sendo um dos mais importantes a tendência de as páginas se curvarem com o peso das moedas, ou mesmo, em casos extremos, se soltarem dos ferros ou anéis que as seguravam à lombada. Tornava-se necessário um manuseamento muito cuidadoso, já que as moedas podiam cair facilmente da fila superior, quando as páginas eram voltadas. Os álbuns mais caros tinham pequenas abas que se dobravam sobre a parte de cima das moedas para evitar este problema. O pior aspecto a respeito destes álbuns era o uso de cloreto de polivinilo (PVC) na construção dos invólucros. Os coleccionadores descobrirem rapidamente que este reagia quimicamente com as suas moedas, especialmente com as que eram de prata, provocando a formação de uma camada amarelada aderente à superfície da moeda, de aspecto desagradável. Isso aconteceu-me a mim e necessitei de bastante tempo e tive muitas dores de cabeça antes de conseguir voltar a rectificar as coisas.

Nos dias de hoje já se podem encontrar vários tipos de folhas de matérias primas mais credíveis e testadas que dão para armazenar a moeda com alvéolo devidamente rotulada e protegida , este é o método que uma grande maioria de coleccionadores usa para arquivarem a sua colecção .

 

Fonte: http://numismaticos.blogspot.com.br/search/label/Armazenamento

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