O Jovem e a Filatelia

 

Elisabeth Radini. 

 

É com carinho e preocupação que penso nos jovens que desejam colecionar selos e, sentem-se tolhidos pela falta de poder aquisitivo, imaginando ser impossível ter uma boa coleção de selos. 

É justamente por esta razão que venho me dedicando a pesquisar, estudar e analisar os vários tipos de coleções que podem ser feitos, de maneira pouco dispendiosa e que, ao mesmo tempo, não sejam acumulações dispersivas e futuramente possam ser reformuladas e expandidas sem qualquer desperdício e, todos os selos adquiridos possam ser aproveitados. Várias modalidades de coleções que, provavelmente, não seriam aceitas em concursos, podem ser interessantíssimas de se fazer, sem ser preciso gastar com elas muito dinheiro. Tudo depende muito da criatividade, bom gosto e dedicação do jovem iniciante. Ele mesmo, por si só, poderá descobrir uma porção de maneiras de colecionar selos, formando excelentes coleções que não sejam muito onerosas. Com engenho e arte, tudo é possível. 

Dentre as "dicas" que vou dar, multas outras fórmulas poderão ser encontradas, de acordo com o gosto e o interesse do jovem filatelista. Estas, são as mais comuns, que tenho observado durante todos os anos em que venho me dedicando à Filatelia. As coleções por países podem ser feitas por períodos. Todos os países têm um período em que os selos custam muito pouco e não é difícil de se preencher toda esta fase. Pode-se escolher um, dois, três ou quantos países interessarem. Uma vez que seja localizada a fase em que os selos começam a custar barato, a fase deve ser completada selo por selo até o final da mesma. Nós aqui no Brasil, temos um longo período de selos baratos, ao qual chamamos de período da inflação. 

Uma coleção de selos comemorativos novos no Brasil também não é muito cara e nem difícil de ser feita. Há muito material desse tipo disponível no mercado. É claro que existem alguns selos caros, mas estes podem ir sendo adquiridos aos poucos. As coleções temáticas também podem ser feitas de maneira econômica. Feita a opção pelo tema, seja ele qual for, não há necessidade de pôr na coleção todos os selos que foram emitidos sobre o tema. Com criatividade e pesquisa, uma porção de temáticas podem ser inventadas e desenvolvidas com facilidade. 

Existe também aquele tipo de coleção ao qual podemos chamar : "de tudo um pouco". Um pouco de cada país, um pouco de cada tema... Séries bonitas, interessantes e baratas, organizadas por país ou por tema. 

Aos poucos, com o decorrer dos anos, o jovem se forma, toma-se adulto, começa a trabalhar e, o poder aquisitivo aumenta, podendo assim, ampliar suas coleções. O importante agora é não ter pressa e não se afligir com as dificuldades financeiras. Ir fazendo as coleções da melhor forma possível, dentro de suas possibilidades, sem desanimar, pois um dia também poder estar expondo nos concursos e ser premiado. 

 

Fonte: http://www.clubefilatelicodobrasil.com.br/artigos/aopiniao/fiju2.htm

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